sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Latinismos da realidade

O que passou é passado. Não há muito mais a acrescentar, excepto o facto de ser tão difícil não pensar no que já aconteceu. Memórias boas são memórias boas. A questão é: continuarão a ser boas, quando, embora nos possam fazer sorrir, nos causam dor?
É viver e deixar viver. Mas como é que vivemos conscientes de que apenas o presente interessa, quando é, obviamente, inevitável pensar nos fantasmas que nos perseguem? E, consequentemente, no que se segue: será que deva...? 





Paixões a curto, médio e longo prazo.
Promessas de felicidade que não se cumprem.
Corações abertos que acabam desfeitos.

...a vida atormenta-nos...






No entanto, se assim não o fosse, que significaria então Viver? Aquela palavra que tanta gente tanto emprega, por tudo e por nada Carpe Diem...faria algum sentido? Se a vida não fosse composta de Paixões arrebatadoras; jogos de sedução, cartas e promessas de amor eterno ou até de desgostos de amor, a vida não seria tão bela como é e isso, mesmo que o neguem, é um facto.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Força V Parvoice


Ok, eu sei que me prometi a mim mesma e ao mundo que, sabendo o que sei, não voltaria a confiar ninguém tão rapidamente. No entanto - e aposto que vos acontece o mesmo -, quando vocês afirmam perante vocês mesmos que não voltarão a fazer qualquer coisa; que não se voltarão a envolver com alguém ou quaquer outra coisa do género, é sempre quando essa "coisa" ou esse "alguém" vem ter com vocês.
Relativamente recentemente(dependendo da vossa concepção de "longa" ou "curta" duração), sofri aquilo a que muita gente gosta de chamar e que, aparentemente, agora está provado ser um facto científico(nem perguntem), coração partido. Resumindo, prometi-me a mim e ao mundo que nunca mais deixaria que algo assim acontecesse outra vez ou, pelo menos, considerando que toda a gente tem poder limitado sobre isso, que algo assim não retornaria a acontecer, pelo menos por enquanto, enquanto o pudesse evitar. Assim, fui-me afastando de tudo e todos os que me pudessem magoar outra vez. Bem, eis que o (in)esperado acontece: a minha vontade e intenções não parecem fazer muita diferença à realidade. Voltei a confiar e voltei-me desiludir.


Porque é que eu ainda acredito em segundas oportunidades? É o mesmo que acreditar em amores de contos de fadas: só existem se for recíproco.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Alívio??! Só podem estar a gozar...


Depois de todo este tempo a tentar esquecer algo e alguém que desejava tão arduamente esquecer, finalmente, embora não completamente, segui em frente. No entanto, só me consigo perguntar PORQUÊ!! Será que afinal não foi amor? Será que foi tudo uma paixoneta de adolescentes? Será que todo este sofrimento foi em vão? Não. A verdade é que a dor vai e vem, tal e qual como o amor. Embora este nos fique gravado no coração, se quisermos, podemos até fingir que nada nunca aconteceu. Intriga-me e posso até dizer que me frustra um pouco o facto de saber que ele ainda está apaixonado pelo passado, afirmá-lo à minha frente, e eu sentir apenas...alívio; alívio por já não me preocupar; alívio por já não ter mais lágrimas para chorar; alívio por eu ter seguido em frente e saber que ele ficou para trás..mas sobretudo, alívio por ter sido forte até ao fim e me ter mantido fiel ao meu coração, protegendo-o do passado que apenas magoa e não deixa viver.




Depois deste tempo todo a duvidar de mim, sinto-me forte o suficiente para olhar para o que me espera e realmente importa e ter a coragem de dizer não ás partidas que o mundo nos prega.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Perfeição?!


Muito gostam as pessoas de definições! Muito gostam as pessoas que lhes dêem certezas e de julgar aparências! Toda a gente se questiona, mas nunca ninguém percebe que certas perguntas não têm resposta certa. É para situações como estas que criaram a palavra "SUBJECTIVO"(ou relativo se quiserem!). Há questões que somos nós que temos de responder e de descobrir por nós mesmos, ao longo do trilho da nossa vida. Toda a gente quer ser independente e se auto-atribui esse título, mas toda a gente parece ter esquecido o verdadeiro significado de independência! Independência é uma caracteristica que se atribui a uma pessoa capaz de pensar por si mesma; com opiniões próprias e capaz de tomar as suas próprias decisões da forma que achar mais adequada. Hoje em dia, não há uma única pessoa que não pense que alguém independente é alguém que já não vive com os pais, que tem um trabalho e que não precisa da aprovação de ninguém. A verdade é que os conceitos se deformam ao longo dos tempos e as pessoas tendem a mudá-los da forma que lhes é mais aprazivel. Hoje em dia, é tudo uma questão de titulos, e quem não tem o melhor, é julgado da pior forma. Toda a gente diz que as pessoas têm de ser elas mesmas sem se preocupar com o que os outros pensam! Mas há alguém que o faça?! E quando há realmente alguém que se chega à frente, se decide afirmar perante todos e ser quem é, é julgado por isso! Quer seja porque é homossexual; quer seja porque é gótico ou rastafari;...Por ser diferente daquilo que as pessoas decidiram chamar "O NORMAL"! Ninguém deve catalogar sem primeiro conhecer e isso é um facto. Todo o nosso exterior é catalogado onde quer que vamos e o que quer que façamos. A força de personalidade de alguém distingue-se nas pessoas que se sabem afastar dos estereótipos e sabem ser elas mesmas longe de julgamentos e opiniões superficiais alheias. Por exemplo, toda a gente vive obcecada com a definição do conceito de perfeição. Esse conceito persegue-nos por todo o lado e é, na minha opinião, sobrevalorizado. Cada um é como cada qual. Cada um é como é e há gostos para tudo. Eu gosto de uma coisa que muita gente não gosta e vice-versa. Ninguém é igual e ninguém é diferente. E, mesmo excluindo a religião e o divino deste argumento, cientificamente, há alguém especial e, de certa forma, perfeito, para toda a gente. O que é o defeito, se não um complemento da personalidade?! A tão proclamada definição de perfeição que diz que alguém perfeito é alguém sem defeitos, é, na minha opinião mais objectiva, se é que isso é possivel, completamente absurda! Já imaginaram ter de viver com alguém assim?! Ninguém gosta de santos! Santos só os há no céu! Na terra, contentamo-nos com o melhor que podemos fazer, sendo nós próprios. O tão chamado "defeito" é o que dá força à personalidade e caráter do indivíduo. Haverá sempre alguém perfeito para outro alguém e só nos apercebemos disso quando encontramos essa pessoa e a decidimos aceitar exactamente como ela se decide entregar a nós.


Larguem os estereótipos e comecem a pensar por vocês mesmos.

Terraços de aparências enganadoras

Sabem qual é a sensação de desprezo? Quando finalmente se decidem abrir, passado tanto tempo a conhecer alguém, com essa pessoa sempre a tentar convencer-vos que é de confiança e que gosta muito de vocês? Agora imaginem que, quando finalmente decidem confiar nessa pessoa, ela começa a mostrar quem realmente é e o quanto gosta de vocês, ou seja, quando começa a mostrar que não tem o mínimo de respeito nem pela vossa amizade nem por vocês. Não é propriamente agradável chamar a alguém melhor amigo, e esse alguém se aproveitar da vossa benevolência, tomar-vos como garantido e não vos mostrar o devido respeito. Ora, o que fazer perante estas situações? Ignorar e seguir em frente como se nada fosse?! Talvez pareça não só o caminho mais fácil, mas também o mais pacífico. Contudo, após tantos anos a ignorar todas as pequenas coisas que pensamos não ser nada, embora, no fundo, nos afectem bastante, chega a um ponto em que tudo isso tem de rebentar, pois, quer queiramos quer não, essas pequenas atitudes tornar-se-ão, não só pequenos péssimos hábitos, como também culminarão em algo que, para eles possa não ter significado nenhum mas, para nós, é, definitivamente, mais que qualquer simples coisa. Talvez falar com a pessoa fosse a solução mais indicada...o problema é que, ironicamente, uma pessoa, na teoria, sabe sempre o que fazer e dizer neste tipo de situações mas, quando chega a altura de agir é que a porca torce o rabo, e é como se as palavras fugissem do nosso vocabulário e toda a nossa vontade do mundo em resolver a situação desaparecesse e é nessa altura que nos ocorre: "se calhar estou a ser dramática...é melhor não fazer isto, só iria complicar as coisas!" e voltamos à estaca zero: ignorar e fingir que nada se passou. Podemos também recorrer à técnica que mais nos magoa...esperar que seja a outra pessoa a nos vir falar. O problema é quando, no fundo, sabemos que isso não vai acontecer tão cedo e que uma amizade de tão longa data está prestes a ir pelo cano abaixo.
É que, quando é "ALGUÉM" a magoar-nos, a resolução é fácil: ou ignoramos, ou respondemos na mesma moeda, dependendo do caso; mas, quando esse "alguém" nos é alguém especial, aí o caso muda de figura, porque alguém que se auto-intitula "melhor amigo", sabe como agir e sabe os seus limites, considerando que tem consciência.

Conclusão: Sabem qual é a sensação de desprezo?

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Qual é a dos uniformes?!


É inevitável e inquestionável: homens fardados excitam-nos. Talvez seja pela disciplina implícita na farda ou pela simples(mas complexa) ideia de termos aqueles braços grandes e fortes a agarrar-nos e a tomar controlo da situação da maneira mais irresistível possivel, dando vontade de nos submeter-mos a tudo o que eles nos façam ou queiram fazer(e esta situação aplica-se a todos os sentidos que lhe quiserem dar).

Hoje, tive de chamar os bombeiros e a polícia para me virem cá a casa ajudar - melhor ainda: eu chamei os bombeiros, eles é que disseram que a polícia tinha de vir atrás e, claro está que eu não discordei...

Ora, escusado será dizer que o primeiro pensamento que me veio à cabeça quando vi todos eles, em minha casa, ao meu dispôr, a salvar-me..não foi quanto tempo demorariam eles nem quanto me iam levar. Foi mais uma imagem..(que permanecerá em segredo, para bem da inocência que eu, ingenuamente, ainda acredito existir por aí).


Fetiches são clichÊs, mas são daqueles em que dá gosto pensar...

terça-feira, 6 de julho de 2010

Verdade Universal - Felicidade


O trilho para a felicidade está nas pequenas coisas e, contrariamente ao que muitas pessoas pensam, a felicidade não é um estado de humor final, a felicidade é bem mais do que isso e bem menos do que isso. O caminho para a felicidade está nos pequenos ensinamentos que retiramos do mundo à nossa volta e o uso que lhes damos leva, esse sim, à felicidade. Cada pessoa que passa pela nossa vida deixa um bocado de si em nós e isso é um facto irrevogável. Por isso, não me arrependo de ter conhecido ninguém, nem de ter deixado as pessoas que deixei, entrar na minha vida, mesmo que elas me tenham magoado. A verdade é que todas elas me ensinaram qualquer coisa. Quer esse qualquer coisa tenha sido de cariz sexual, emocional, musical, desportivo, filosófico(...) eu estou profundamente grata por todos esses ensinamentos, quer tenham sido auto-didatas ou partilhados. Sem eles, eu não teria evoluído e tornado na pessoa de que tanto me orgulho de ser hoje. No fundo, a vida é uma simples tela; cada ser o pintor e cada ensinamento uma tinta. A pintura final depende da maneira como a tinta é utilizada pela tela, e pela quantidade utilizada. Cabe a cada um de nós fazermos dessa tela a NOSSA obra-prima, bela aos nossos olhos e, talvez, bela também aos olhos dos outros.



A felicidade é a sensação de realização pessoal e ligação à natureza e ao mundo quando nos apercebemos do que realmente é importante, e isso depende apenas de cada um de nós descobrir. A verdade é que HÁ uma verdade universal e para a descobrirmos temos de abrir a nossa mente e o nosso coração...só assim chegaremos à felicidade e, daí, garanto que não saímos mais.

A felicidade não é, nem nunca será, nossa se nos recusarmos a olhá-la nos olhos.

domingo, 4 de julho de 2010

E assim o vai ser.


Quero-te amar sem restrições
Quero a liberdade de tomar as minhas próprias decisões
Quero saber que nunca saberei com que contar, e sorrir disso
Quero saber que o mundo é meu se eu souber lutar por isso

Quero ter a força, a independência e a audácia de experimentar, arriscar e lucrar...
Quero ouvir e ser ouvida
Quero viver a minha vida.



Nem sempre temos o que queremos. Verdade, mas o desafio está em fazer desse "nem sempre", "raramente" e é assim que a vida vale a pena ser vivida.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Boa para ti...


"NÃO TE DISSE PORQUE NÃO TE QUERIA MAGOAR..." ou "ESTOU FELIZ POR TU ESTARES FELIZ..." ou qualquer outra deixa destas estão ultrapassadas, meus queridos. Viraram clichê! As chamadas frases feitas, como estas duas, já não têm qualquer tipo de efeito no receptor. Apenas servem para, de certa maneira, consolar a consciência do emissor. Até podem ter um ligeiro fundo de verdade...por exemplo, no caso da primeira frase, o emissor até pode, de facto, se ter sentido mal por ter feito o que quer que seja que tenha feito, CONTUDO, não deixa de ter sido um acto de cobardia e não altruísmo. Não há um único ser humano que, quando faça asneira, se arrependa a 100% pelo efeito que possa causar noutras pessoas. Pelo contrário, as estatísticas caiem mais para o lado do efeito que possa causar em si mesmo. O ser humano é egoísta. Faz parte da condição humana e ponto final. E eis que surge então a segunda frase. Nesta já se nota mais altruísmo da parte do emissor, não haja dúvida. É uma frase que dizemos com o intuito de mostrarmos ao receptor que está tudo bem e que não ficámos magoados, embora tenhamos, de facto, ficado, mas não deixa de ser, igualmente, uma frase que dizemos para, de certa maneira, nos consolarmos a nós mesmos e auto-convencer-nos daquilo que estamos a dizer(embora raramente resulte).

No geral, frases feitas são clichês...arranjem as VOSSAS deixas e digam-nas quando são realmente sentidas e não apenas por dizer. Não façam da vossa vida um guião: façam dela um improviso.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Ou percebem da coisa, ou não!

Desportistas...quando vêem um jogo, não se calam: "AQUILO FOI CLARAMENTE FALTA!!" ou "FORA DE JOGO!" ou ainda "C***** DO ÁRBITRO!...ATÉ A MINHA AVÓ FAZIA MELHOR QUE AQUILO!". Qualquer pessoa normal apenas responderia: "Pois...pois foi" mesmo não percebendo patavinas do que está a falar, mas assim ao menos o gajo calava-se e sempre dava para dar um bocado de fogo de vista. Ora...! Está-se mesmo a ver que eu não sou normal. A minha primeira pergunta é: "O que raio é um fora de jogo?!". Reacções...?! Há múltiplas, entre as quais se destacam o tão aclamado: "AHAHAHAHAHAHAH!!" ou ainda "'TÁS A GOZAR, CERTO?!" mas a verdade é que NEM UM dito sabido do assunto me soube explicar o que é o tão aparentemente frustrante fora de jogo. A desculpa é sempre a mesma: "é difícil de explicar..." (isto quando não fogem do assunto com a desculpa da "piada que teve o que eu disse" ou assim).
A minha segunda pergunta é: "A tua avó corre tanto assim?! Porque é que ela não se candidata logo a jogadora?!" - ou a treinadora caso ela seja como o nosso querido e amado Cristiano Ronaldo, cujos golos são mais como um acidente com um frasco de ketchup mal fechado que outra coisa qualquer...bem mas ao menos, por acidente ou não, marca. O mesmo já não se pode dizer do famoso "Rooney asiático" (uma honra ser-se conhecido assim, mas o facto é que se fosse o Rooney original provavelmente teriamos levado uma coça de caixão à cova), avançado da coreia do norte, à volta de quem toda a gente fez muito alarido por ter um grande remate, Jong Tae-Se, que nem marcou nem se ouviu quase o nome dele no jogo(mas este último facto pode até ter sido só impressão minha, considerando que, para além de serem todos fisicamente IDÊNTICOS uns aos outros, os nomes deles são todos constituídos por três sílabas apenas que, curiosamente, se parecem pronunciar todas da mesma maneira...! Se calhar sou mesmo só eu a ignorante...).

Enfim...ainda está para chegar a pessoa que me há-de explicar em condições o que é que significa FORA DE JOGO...

terça-feira, 22 de junho de 2010

Odeio quando as pessoas usam palavras caras só mesmo porque sim!


(Este título dava um daqueles grupos do facebook) Digam lá que não é verdade?! Não é extremamente irritante quando estão a ler um texto e vos começam a aparecer palavras caras que se vê logo que foram postas lá só mesmo porque é giro mas que nem fazem sentido nenhum e não têm qualquer tipo de encaixe nem no texto nem na frase?! Não é irritante ter de estar de duas em duas palavras a ter de ir ao dicionário online só para descobrirem que a palavra que estão à procura ou não existe, ou não consta em nenhum dicionário online ou simplesmente não faz sentido nenhum?! {Nem quero imaginar o quão ignorante o autor do texto se deve ter sentido ao escrevê-lo...ou, se for português, nem por isso!}. E depois há as OUTRAS pessoas...as que lêem o texto e pensam: "hmm...sim senhor! não faço ideia do que esta coisa significa mas vou dizer que sim só mesmo para mostrar que sou inteligente!". Isto é como aquele famoso caso - a pintura. Não me interpretem mal! Eu adoro arte e gosto muito de pintura...isto é, quando o quadro é EFECTIVAMENTE bom e não apenas uma cambada de riscos aos quais se dão nomes, uma "marca" no canto inferior direito e se chama "ARTE"! O que eu mais gosto quando vou a uma galeria de arte é mesmo olhar para a cara das pessoas a tentar mostrar que percebem daquilo! Para mim, essa é a verdadeira arte de ir a um sítio desses! Adoro aquelas pessoas que, embora estejam a olhar para um quadro e a pensar: "QU'ÉSTA MERDA, CARALHO?!", estão a dizer: "sim senhora...! que génio! repara só naquele risco mais inclinado para a esquerda...aquilo é um pato...não haja dúvida!". E isto não se aplica só à pintura ou à literatura! Isto aplica-se a todas as formas de arte que podem imaginar. Tal como a mentalidade não se aplica só ao povo português! Esta mentalidade, infelizmente, aplica-se um pouco por todo o mundo. Portugal é apenas mais um conspícuo povo preso na inércia do acto de pensar e levantar a bunda do sofá para ir ler a sacanice de um livro REALMENTE interessante!

Mas enfim...isto tudo só para dizer: ACTUALIZEM OS DICIONÁRIOS!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Então é isto...

Num post passado, falei-vos do poder da manipulação psicológica. Já é mau quando são outras pessoas quem vos manipula, mas o pior é quando são vocês mesmos a fazê-lo. Sabem aquela sensação que têm quando pensam uma coisa que supostamente vai contra a vossa moral e crenças?! A falta de poder temporária que sentem quando não querem pensar uma coisa mas não a conseguem evitar?! Por exemplo, quando vêem uma pessoa muito feia e, embora saibam que ela não tem culpa nenhuma de o ser, não conseguem evitar de fazer um comentário malicioso na vossa cabeça relativamente a isso?! Isso é mais ou menos a manipulação psicológica. Melhor exemplo ainda, é quando estão apaixonados por uma pessoa assim. Aposto que já se perguntaram um milhão de vezes como é que certas pessoas namoram...a verdade é que é tudo auto-manipulação psicológica. Com o passar do tempo, consciente ou inconscientemente, tornamos SEMPRE a pessoa de quem gostamos mais bonita do que ela realmente é, quer seja fisicamente, quer seja psicologicamente. Daí, quando ela faz qualquer coisa de mal, nós nunca vermos os seus defeitos, mas sempre as qualidades e acabarmos sempre por a perdoar. Mas, claro é que, isto não preciso de dizer, porque, infelizmente, toda a gente sabe o que é estar enganada acerca de uma pessoa. Recentemente sofri do que parece ser um problema bastante comum(pelo menos pelo que vejo no youtube - poem "broken heart" no motor de pesquisa e são capazes de vos aparecer pelo menos uns seis milhões de "corações partidos"...). Em toda a minha vida, nunca me entreguei inteiramente, nem de corpo nem de alma, a NINGUÉM. Os malucos chamam-lhe "problemas de intimidade". Eu, chamo-lhe simplesmente protecção e inteligência. Talvez seja eu a maluca por pensar que assim me protejo melhor...ou talvez não. A única coisa que eu sei, é que só assim me sinto segura. Tomo as minhas decisões baseadas no MEU julgamento; na minha(embora pouca, produtiva) experiência de vida e na das pessoas em quem REALMENTE confio, porque assim o merecem. Sei que, no meio de tantos que não o fizeram, essas pessoas ficam comigo, aconteça o que acontecer; são elas mesmas, sem qualquer interesse no que os outros possam pensar disso; me respeitam, independentemente do que faça; me apoiam em todas as minhas decisões de vida e NUNCA ficam calados quando eu faço alguma asneira. De todas as maneiras, eles educam-me...a esses, e SÓ a esses eu chamo de Família e Íntimos. Entreguei-me a UMA pessoa. Ao homem por quem me apaixonei e que eu pensava que valia a pena o risco. Por ele, saí da minha zona de segurança. Não sei porque é que achei que seria diferente de todas as outras pessoas. As pessoas são todas iguais, e o único sítio onde me sinto verdadeiramente em casa, bem recebida e respeitada, é e sempre foi, no abraço da Mãe que nos recebeu a todos e a quem todos desrespeitaram e pareceram esquecer! Há quem diga que adore a Natureza e tal, mas dizem isso apenas por estar na "moda" e por ser "fixe" e não por o sentirem, e creio que essas pessoas, embora o neguem, o sabem. Não há nada melhor do que respeitarem um ser vivo, qualquer que seja ele, e sentirem o vosso respeito ser recebido e agradecido...infelizmente, as pessoas pareceram esquecer este sentimento e esta vontade. Tal como eu, eles estavam dispostos a confiar nos humanos...até a sua confiança ser completamente desrespeitada e negligenciada por nenhuma razão aparente. Enfim...não vou dizer que confiar nele foi um erro, porque nada do que fiz até hoje é alvo do meu arrependimento. O que eu tirei de todos os "erros" que cometi foram apenas lições de vida e muito agradecimento por elas. Chamem-me masoquista, mas a verdade é que continuo a confiar nele. Para mim, atitudes valem muito mais que palavras e foi uma atitude que me feriu e não qualquer coisa que ele tenha dito. Sempre apreciei muito a honestidade numa pessoa e isso sempre foi uma das principais caracteristicas dele. Sei que, de certa maneira, esta atitude foi ele a tentar ser honesto indirectamente, puramente por cobardia...no que toca a sentimentos, todo o homem é cobarde e isso é um facto que praticamente toda a gente parece negar. Contrariamente a muita gente, não sou rancorosa. Sinto raiva, claro, mas nunca rancor e o que me magoa mais é a ideia egoísta de o perder..."amor não correspondido" - outro GRANDE clichÊ, e este sim, bastante sobrestimado, devo desde já dizer.

A grande questão é: como é que se ama alguêm que nunca se teve? E agora, como é que se esquece alguém que, no fundo, não se quer esquecer?

domingo, 13 de junho de 2010

Clichê-Rei

O maior clichÊ de todos é pensar que nunca encontraremos alguém assim e que alguém assim não existe...

Teu sorriso iluminado fez revolução em mim...
E por tudo que é sagrado nunca imaginei querer alguém assim!
Feito água cristalina, rio procurando mar...
O desejo me alucina!...Faço qualquer coisa pra você ficar!


Faz amor comigo,
Faz amor comigo...Me tira dessa solidão!
Vem matar minha saudade, faz essa vontade do meu coração!
Faz amor comigo,
Faz amor comigo...Me tira dessa solidão!
Vem matar minha saudade, faz essa vontade do meu coração!

Do teu jeito apaixonado, dos teus olhos cor de mel...

O perfume do pecado que me faz sonhar, chegar até o céu!
Teu abraço é meu sossego

O teu corpo...meu calor
Teu carinho é meu chamêgo,
A felicidade tem o teu sabor!


Faz amor comigo,
Faz amor comigo...me tira dessa solidão!
Vem matar minha saudade, faz essa vontade do meu coração!
(...)

Para quem gosta de Kizomba, esta é das melhores músicas de sempre: Jóias d'África - Faz Amor comigo.

Paranóia...chega a tanto?!

Eu ouço, como, bebo, experimento um pouco de tudo. Claro que tenho as minhas preferências mas isso nada me impede de explorar outras coisas e até, possivelmente mudá-las. Pessoalmente sou uma grande fã de Colbie Caillat e do estilo dela. Acho as letras dela super reais, amorosas,...tal como qualquer pessoa, no fundo, gosta, mesmo que não o admita(e lá vem outra vez - pelo menos até se apaixonar...). E já para não falar das melodias que ela cria! Já ouviram o single "Begin Again" do seu novo álbum Breakthrough?! Enfim...Conclusão: ouço uma, ouço duas, ouço três vezes e toda a gente à minha volta se cansa automaticamente só de pensar na ideia de ter de conviver comigo durante o resto da semana. É assim...eu sei que as letras dela, e as melodias em si também, fazem qualquer um ficar nostálgico, mas isso é típico do estilo de música que ela toca...qualquer masoquista que ouça as músicas dela sabe disso, caramba! Eu sei que eu sei! Quem é que, no seu perfeito juízo, se vai por a ouvir as músicas dela depois de levar uma tampa ou qualquer coisa assim?! Pois...eu sei que toda a gente poe, e depois queixam-se de não conseguirem seguir em frente! Mas enfim...onde é que eu tou a querer chegar? Chega a uma altura em que uma pessoa se cansa de estar o dia todo a choramingar e a olhar para o vazio a ter pensamentos que não nos ajudam a seguir em frente mas sim a prender-nos ao passado com, está claro, as tais deprimentes bandas sonoras cujas, nestas alturas, todas as letras se parecem adequar perfeitamente à nossa decadente vidinha, não sabemos bem como(magia do cantor!) - não sei se se aperceberam, mas acabaram de ser descritos muitos dos típicos pensamentos e calanzice portugueses...pensem nisso, porque são coisas destas que deixam o nosso belíssimo Portugal sempre na 'cauda da Europa', como diria o nosso amigo Ricardo Araújo Pereira. Aí, nessas alturas, mudamos para outro estilo de música, geralmente completa e totalmente diferente daquele que estavamos a ouvir...talvez uma coisa mais pesada que nos leve automaticamente pensamentos vingativos!(quer estes sejam pessoais, que raramente o são - a menos que o otário ou a otária nos tenha feito algo mesmo muitíssimo...mau - ou relativamente à vida - querer vingar na vida, para quem não percebeu). A questão é...SERÁ NORMAL QUE ATÉ NA PORRA DESSAS MÚSICAS NOS IDENTIFIQUEMOS COM AS LETRAS?!

O ser humano consegue ser muiitooo paranóico...ou serei só eu?

sábado, 12 de junho de 2010

Eu sou, por norma, uma mulher prática mas, não sei bem como, ultimamente(e quem diz ultimamente diz há, aproximadamente, um ano) tenho-me comportado como uma mulher bastante comum: complicada, paranóica, ligeiramente histérica, com altos e baixos - deveras dificeis de controlar por sinal,...Qualquer pessoa que se prezasse, chamaria a isto MENSTRUAÇÃO, mas claro que teriam de haver outras teorias estapafurdias, tais como "é a adolescência..." ou "é só stress!" mas a pior de todas consegue ser, não só um grandessíssimo clichê, mas também invariavelmente a mais apoiada. Refiro-me ao argumento ao qual toda a gente parece recorrer quando lhes faltam hipóteses para tentar justificar o humor de uma pessoa: "está apaixonada."
Ora, qual é a melhor maneira de tentar impingir a uma pessoa o maior clichÊ de todos(e é claro que quando se fala em 'clichê' estão obviamente implícitos os conceitos de 'pirosice', 'lamechice',...)?! Manipulação psicológica, meus caros. Se, quando fores na rua, de cada vez que um homem olhar para ti, começares com especulações como "uii...gostou do que viu!", mesmo sabendo que provavelmente até nem fosse verdade e o que lhe passou pela cabeça fosse mais algo como "Mãe do céu, que aventesma!", a tua auto-estima dispara(no sentido estritamente crescente, caso te estejas a perguntar...). Portanto, de tanto que alguém te diz que estás apaixonada que, mesmo que no início o negues e realmente acredites que não o estás, haverá uma altura em que sucumbirás, mesmo não querendo, a todas essas suposições...e claro está que é daí que provêm os famosos corações partidos e desgostos de amor.
O que fazer contra isto? Absolutamente nada. Não lutes. Vive. Usa a TUA cabeça e ouve o TEU coração, porque às vezes estás realmente apaixonada, mas aí saberás por ti mesma e não precisas que os outros to digam.

Conheci-te. Desejei-te. Quis-te. Gostei de ti. Adorei-te. Agora? Amo-te.

Clichês e Pirosices

Nunca o disse a ninguém e também nunca o pensei vir a dizer tão cedo, e muito menos a alguém como tu. Acho uma palavra demasiado forte para ser dita de ânimo leve, mas a verdade é que as palavras não transcrevem sentimentos, e esta foi a palavra mais forte que eu arranjei para exprimir os meus: Amo-Te; Quero-te não só como melhor amigo, mas também como companheiro. Eu sei que isto demora o seu tempo, mas eu já esperei por ti antes, e estou disposta a esperar por ti outra vez...coisa que nunca me pensei vir a dizer ou fazer, pois eu não espero por ninguém. Tu és especial e eu sei que um segundo do teu olhar; um toque teu; uma palavra tua e um beijo e sorriso teus são melhores do que uma eternidade sem eles! Quero-te como nunca quis ninguém; Desejo-te como nunca desejei ninguém; Amo-te como nunca amei ninguém...chama a esta mensagem clichê, pirosice, lamechice,...mas o que é a vida senão todas estas coisas? Por muito que lutes contra elas ou as tentes evitar, acabas sempre por vir a esbarrar contra elas em todo o sentimento, desejo e/ou pensamento.
PORTANTO: Eu vou lutar pelo teu coração, porque mesmo que as outras pessoas, a minha razão, ou até mesmo tu, achem que não vale a pena, o meu coração diz-me que vale, e no final do dia, é a ele que ouço e a quem presto contas por não o ter feito.
Agora que te conheço percebo o Amor na sua maior complexidade.