quinta-feira, 17 de junho de 2010

Então é isto...

Num post passado, falei-vos do poder da manipulação psicológica. Já é mau quando são outras pessoas quem vos manipula, mas o pior é quando são vocês mesmos a fazê-lo. Sabem aquela sensação que têm quando pensam uma coisa que supostamente vai contra a vossa moral e crenças?! A falta de poder temporária que sentem quando não querem pensar uma coisa mas não a conseguem evitar?! Por exemplo, quando vêem uma pessoa muito feia e, embora saibam que ela não tem culpa nenhuma de o ser, não conseguem evitar de fazer um comentário malicioso na vossa cabeça relativamente a isso?! Isso é mais ou menos a manipulação psicológica. Melhor exemplo ainda, é quando estão apaixonados por uma pessoa assim. Aposto que já se perguntaram um milhão de vezes como é que certas pessoas namoram...a verdade é que é tudo auto-manipulação psicológica. Com o passar do tempo, consciente ou inconscientemente, tornamos SEMPRE a pessoa de quem gostamos mais bonita do que ela realmente é, quer seja fisicamente, quer seja psicologicamente. Daí, quando ela faz qualquer coisa de mal, nós nunca vermos os seus defeitos, mas sempre as qualidades e acabarmos sempre por a perdoar. Mas, claro é que, isto não preciso de dizer, porque, infelizmente, toda a gente sabe o que é estar enganada acerca de uma pessoa. Recentemente sofri do que parece ser um problema bastante comum(pelo menos pelo que vejo no youtube - poem "broken heart" no motor de pesquisa e são capazes de vos aparecer pelo menos uns seis milhões de "corações partidos"...). Em toda a minha vida, nunca me entreguei inteiramente, nem de corpo nem de alma, a NINGUÉM. Os malucos chamam-lhe "problemas de intimidade". Eu, chamo-lhe simplesmente protecção e inteligência. Talvez seja eu a maluca por pensar que assim me protejo melhor...ou talvez não. A única coisa que eu sei, é que só assim me sinto segura. Tomo as minhas decisões baseadas no MEU julgamento; na minha(embora pouca, produtiva) experiência de vida e na das pessoas em quem REALMENTE confio, porque assim o merecem. Sei que, no meio de tantos que não o fizeram, essas pessoas ficam comigo, aconteça o que acontecer; são elas mesmas, sem qualquer interesse no que os outros possam pensar disso; me respeitam, independentemente do que faça; me apoiam em todas as minhas decisões de vida e NUNCA ficam calados quando eu faço alguma asneira. De todas as maneiras, eles educam-me...a esses, e SÓ a esses eu chamo de Família e Íntimos. Entreguei-me a UMA pessoa. Ao homem por quem me apaixonei e que eu pensava que valia a pena o risco. Por ele, saí da minha zona de segurança. Não sei porque é que achei que seria diferente de todas as outras pessoas. As pessoas são todas iguais, e o único sítio onde me sinto verdadeiramente em casa, bem recebida e respeitada, é e sempre foi, no abraço da Mãe que nos recebeu a todos e a quem todos desrespeitaram e pareceram esquecer! Há quem diga que adore a Natureza e tal, mas dizem isso apenas por estar na "moda" e por ser "fixe" e não por o sentirem, e creio que essas pessoas, embora o neguem, o sabem. Não há nada melhor do que respeitarem um ser vivo, qualquer que seja ele, e sentirem o vosso respeito ser recebido e agradecido...infelizmente, as pessoas pareceram esquecer este sentimento e esta vontade. Tal como eu, eles estavam dispostos a confiar nos humanos...até a sua confiança ser completamente desrespeitada e negligenciada por nenhuma razão aparente. Enfim...não vou dizer que confiar nele foi um erro, porque nada do que fiz até hoje é alvo do meu arrependimento. O que eu tirei de todos os "erros" que cometi foram apenas lições de vida e muito agradecimento por elas. Chamem-me masoquista, mas a verdade é que continuo a confiar nele. Para mim, atitudes valem muito mais que palavras e foi uma atitude que me feriu e não qualquer coisa que ele tenha dito. Sempre apreciei muito a honestidade numa pessoa e isso sempre foi uma das principais caracteristicas dele. Sei que, de certa maneira, esta atitude foi ele a tentar ser honesto indirectamente, puramente por cobardia...no que toca a sentimentos, todo o homem é cobarde e isso é um facto que praticamente toda a gente parece negar. Contrariamente a muita gente, não sou rancorosa. Sinto raiva, claro, mas nunca rancor e o que me magoa mais é a ideia egoísta de o perder..."amor não correspondido" - outro GRANDE clichÊ, e este sim, bastante sobrestimado, devo desde já dizer.

A grande questão é: como é que se ama alguêm que nunca se teve? E agora, como é que se esquece alguém que, no fundo, não se quer esquecer?

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