quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Alívio??! Só podem estar a gozar...


Depois de todo este tempo a tentar esquecer algo e alguém que desejava tão arduamente esquecer, finalmente, embora não completamente, segui em frente. No entanto, só me consigo perguntar PORQUÊ!! Será que afinal não foi amor? Será que foi tudo uma paixoneta de adolescentes? Será que todo este sofrimento foi em vão? Não. A verdade é que a dor vai e vem, tal e qual como o amor. Embora este nos fique gravado no coração, se quisermos, podemos até fingir que nada nunca aconteceu. Intriga-me e posso até dizer que me frustra um pouco o facto de saber que ele ainda está apaixonado pelo passado, afirmá-lo à minha frente, e eu sentir apenas...alívio; alívio por já não me preocupar; alívio por já não ter mais lágrimas para chorar; alívio por eu ter seguido em frente e saber que ele ficou para trás..mas sobretudo, alívio por ter sido forte até ao fim e me ter mantido fiel ao meu coração, protegendo-o do passado que apenas magoa e não deixa viver.




Depois deste tempo todo a duvidar de mim, sinto-me forte o suficiente para olhar para o que me espera e realmente importa e ter a coragem de dizer não ás partidas que o mundo nos prega.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Perfeição?!


Muito gostam as pessoas de definições! Muito gostam as pessoas que lhes dêem certezas e de julgar aparências! Toda a gente se questiona, mas nunca ninguém percebe que certas perguntas não têm resposta certa. É para situações como estas que criaram a palavra "SUBJECTIVO"(ou relativo se quiserem!). Há questões que somos nós que temos de responder e de descobrir por nós mesmos, ao longo do trilho da nossa vida. Toda a gente quer ser independente e se auto-atribui esse título, mas toda a gente parece ter esquecido o verdadeiro significado de independência! Independência é uma caracteristica que se atribui a uma pessoa capaz de pensar por si mesma; com opiniões próprias e capaz de tomar as suas próprias decisões da forma que achar mais adequada. Hoje em dia, não há uma única pessoa que não pense que alguém independente é alguém que já não vive com os pais, que tem um trabalho e que não precisa da aprovação de ninguém. A verdade é que os conceitos se deformam ao longo dos tempos e as pessoas tendem a mudá-los da forma que lhes é mais aprazivel. Hoje em dia, é tudo uma questão de titulos, e quem não tem o melhor, é julgado da pior forma. Toda a gente diz que as pessoas têm de ser elas mesmas sem se preocupar com o que os outros pensam! Mas há alguém que o faça?! E quando há realmente alguém que se chega à frente, se decide afirmar perante todos e ser quem é, é julgado por isso! Quer seja porque é homossexual; quer seja porque é gótico ou rastafari;...Por ser diferente daquilo que as pessoas decidiram chamar "O NORMAL"! Ninguém deve catalogar sem primeiro conhecer e isso é um facto. Todo o nosso exterior é catalogado onde quer que vamos e o que quer que façamos. A força de personalidade de alguém distingue-se nas pessoas que se sabem afastar dos estereótipos e sabem ser elas mesmas longe de julgamentos e opiniões superficiais alheias. Por exemplo, toda a gente vive obcecada com a definição do conceito de perfeição. Esse conceito persegue-nos por todo o lado e é, na minha opinião, sobrevalorizado. Cada um é como cada qual. Cada um é como é e há gostos para tudo. Eu gosto de uma coisa que muita gente não gosta e vice-versa. Ninguém é igual e ninguém é diferente. E, mesmo excluindo a religião e o divino deste argumento, cientificamente, há alguém especial e, de certa forma, perfeito, para toda a gente. O que é o defeito, se não um complemento da personalidade?! A tão proclamada definição de perfeição que diz que alguém perfeito é alguém sem defeitos, é, na minha opinião mais objectiva, se é que isso é possivel, completamente absurda! Já imaginaram ter de viver com alguém assim?! Ninguém gosta de santos! Santos só os há no céu! Na terra, contentamo-nos com o melhor que podemos fazer, sendo nós próprios. O tão chamado "defeito" é o que dá força à personalidade e caráter do indivíduo. Haverá sempre alguém perfeito para outro alguém e só nos apercebemos disso quando encontramos essa pessoa e a decidimos aceitar exactamente como ela se decide entregar a nós.


Larguem os estereótipos e comecem a pensar por vocês mesmos.

Terraços de aparências enganadoras

Sabem qual é a sensação de desprezo? Quando finalmente se decidem abrir, passado tanto tempo a conhecer alguém, com essa pessoa sempre a tentar convencer-vos que é de confiança e que gosta muito de vocês? Agora imaginem que, quando finalmente decidem confiar nessa pessoa, ela começa a mostrar quem realmente é e o quanto gosta de vocês, ou seja, quando começa a mostrar que não tem o mínimo de respeito nem pela vossa amizade nem por vocês. Não é propriamente agradável chamar a alguém melhor amigo, e esse alguém se aproveitar da vossa benevolência, tomar-vos como garantido e não vos mostrar o devido respeito. Ora, o que fazer perante estas situações? Ignorar e seguir em frente como se nada fosse?! Talvez pareça não só o caminho mais fácil, mas também o mais pacífico. Contudo, após tantos anos a ignorar todas as pequenas coisas que pensamos não ser nada, embora, no fundo, nos afectem bastante, chega a um ponto em que tudo isso tem de rebentar, pois, quer queiramos quer não, essas pequenas atitudes tornar-se-ão, não só pequenos péssimos hábitos, como também culminarão em algo que, para eles possa não ter significado nenhum mas, para nós, é, definitivamente, mais que qualquer simples coisa. Talvez falar com a pessoa fosse a solução mais indicada...o problema é que, ironicamente, uma pessoa, na teoria, sabe sempre o que fazer e dizer neste tipo de situações mas, quando chega a altura de agir é que a porca torce o rabo, e é como se as palavras fugissem do nosso vocabulário e toda a nossa vontade do mundo em resolver a situação desaparecesse e é nessa altura que nos ocorre: "se calhar estou a ser dramática...é melhor não fazer isto, só iria complicar as coisas!" e voltamos à estaca zero: ignorar e fingir que nada se passou. Podemos também recorrer à técnica que mais nos magoa...esperar que seja a outra pessoa a nos vir falar. O problema é quando, no fundo, sabemos que isso não vai acontecer tão cedo e que uma amizade de tão longa data está prestes a ir pelo cano abaixo.
É que, quando é "ALGUÉM" a magoar-nos, a resolução é fácil: ou ignoramos, ou respondemos na mesma moeda, dependendo do caso; mas, quando esse "alguém" nos é alguém especial, aí o caso muda de figura, porque alguém que se auto-intitula "melhor amigo", sabe como agir e sabe os seus limites, considerando que tem consciência.

Conclusão: Sabem qual é a sensação de desprezo?