quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Relativismo o tanas!

Toda a gente ama. Toda a gente namora. Toda a gente fode. Toda a gente sofre. Toda a gente casa. Toda a gente vive com quem quer e bem lhe apetece. Toda a gente constitui família. Por que é que connosco tem de ser diferente? Por que é que não podemos ter todos os mesmos direitos sem que haja um perfeito...pedaço-de-presunto(...!) que se decida opor, só mesmo porque sim?

Há quem dê variados motivos, mas um deles particularmente ridículo: "ah, e tal, o objectivo disto tudo é a reprodução, bla bla bla, verdadeiro sentido; bla bla bla, vamos procriar!"
...........
Oh minhas bestas...! Com tanto puto no mundo desgovernado, negligenciado, esquecido, abandonado(...) por tanta foda (mal dada) que vocês, gente "normal", dão, SEM QUALQUER INTUIÇÃO DE PROCRIAR, acham mesmo que nós somos uma "coisa" má??! Quem é que acaba por amar os filhos que vocês decidem abandonar de tão livre vontade? Quem é rico e/ou quem não os pode ter. Quem é que educa as crianças a gozar com homossexuais (entre outros), e respectivos filhos? Os pais.

Tudo foi criado com o seu objectivo. Nada neste mundo foi mal intencionado, nem tem erro de fabrico. Tudo foi feito para alguém. Tudo foi criado em perfeita harmonia e com o simples objectivo de manter o equilibrio. Se todo o planeta Terra fosse hetero, expliquem-me quem é que lidaria com as consequÊncias...
Era muito bom que toda a gente pensasse naquilo que diz, antes de o dizer...que pensasse no outro lado de cada versão; que pensasse nas consequências de cada realidade e, depois sim, tirasse as suas conclusões, lembrando-se que toda a gente é diferente e de ter um bocadinho de respeito.

Seria relativo se eu dissesse que o arco-íris é bonito. Não é quando digo que é colorido.
Seria relativo se eu dissesse que falar ao telemóvel é giro. Não é quando digo que não faz bem.
Seria relativo se eu dissesse que ela é perfeita. Não é quando digo que ela é perfeita para mim.
Seria relativo se eu dissesse que aquele casal é bonito. Não é quando digo que nada foi feito em equilibrio.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

A ciência das escolhas

Estranha sensação esta..o cansaço de quem já tanto amou. O cansaço de quem já tanto sofreu pela espera de algo cuja presença é marcada pela incerteza e um simples futuro inconstante. Amarga dúvida, sempre presente. Tu, que já me foste tanto..só tu. És o meu grande amor, aquele que escapou. Mas tanto me fizeste ((in)conscientemente) sofrer, que algo em mim esvaziou, mudou. Conheci pessoas enquanto tu te "divertias" com aquela que eu mais invejava. Tentei dizer "Basta" quando não conseguia, e agora, depois de tudo, tudo o que eu pedi resumiu-se a este exacto momento...agora és tu quem me amas, e eu quem já não tem a certeza de um certo conteúdo que me fugiu da mão sem eu ter dado conta.

Agora, tudo o que resta é a dúvida de algo que já foi tão forte que era impossível descrever. Até que te vejo...e aí, nunca nada foi tão lúcido. Tudo o que senti, volto a sentir novamente e o mue coração, por momentos, sossega.

É nesse instante que Ele entra. Ele entra e abala tudo. Tudo o que estava a voltar ao que era, desaba de novo, e tudo se transforma num ciclo vicioso.

Se tivessem de escolher entre o Homem perfeito e a Mulher perfeita; entre o seguro e o risco; entre o "socialmente aceite" e o "anormal"; entre o novo e o velho; entre a incerteza de algo mais e a certeza do vosso grande amor....qual escolheriam?

segunda-feira, 28 de maio de 2012

fuma folha de bananeira, fuma...

Quem não fuma um pica de vez em quando? Sabe bem...desanuvia e faz, definitivamente, uma pessoa esquecer-se do que a apoquenta, pelo menos durante um bocado (por muito curto ou comprido que seja, não deixa de ser um bocado livre do que é mau).

No meio de misturas e jejuns, o estômago ruge por algo sólido que grite por outros tipos de verde, mas a vontade fala mais alto e decide ignorar as súplicas de algo que faz, efectivamente, sentido. Todos os fumos; vontades; hipocrisias; utopias; fomes e ciscunstâncias conduziram ao inevitável..lama por todo o chão (que eu sabia bem ser de pedra) adornada de desenhos sem o mínimo sentido. Apenas uma, entre as muitas realidades em que vivi por uma tarde. O real, deixa de o ser. Deixo de sentir presenças e passo a sentir apenas espectros a chamar por mim...a tocar-me sem eu sentir. Num momento de razão, vôo de onde estava sentada e peço ajuda a quem confio e acho estar ali...até que caio de novo num mundo que não era o meu, até ao momento em que sinto dedos entrelaçados nos meus a apertar-me aquilo que achava ser a minha mão com força...ou seria eu quem apertava? Não sei. Nada garanto, pois de muito pouco me lembro. Mas aquela sensação nunca a esqueci e nunca a vou esquecer, pois testemunha um erro que não voltarei a cometer.


Fumar uma ganza de vez em quando não mata. O que mata é não prestar atenção ao que o corpo nos pede, e tomar decisões que sabemos não serem as mais correctas, sem conhecer os nossos próprios limites.

domingo, 13 de maio de 2012

Trauma pós-guerra

Alguma vez se sentiram vazios; apáticos por tempo demasiadamente indefinido?
Pois é assim que me sinto há já bastante tempo...desde que Eu&Ela deixámos de ser Eu&Ela.

Se nunca se sentiram assim, então não sabem do que falo, e a única coisa que vos posso dizer é: ainda bem para vocês...quem me dera a mim poder afirmar o mesmo. Em contrapartida, a única coisa que posso dizer é que nada sinto...para alguns isso pode ser bom, pois não existem medos, receios, obstáculos ao desconhecido! E não haja dúvida, isso é realmente verdade. No entanto, dava tudo para poder sentir outra vez..qualquer coisa! Não me interessa o quê! Quando ela se foi embora, levou qualquer coisa que era mais dela do que meu, com ela...quem eu era, já não sou. Apenas me agarro a uma fútil superfície, qualquer coisa que garanta aos meus amigos e familiares que sobrevivi e não desisti. Mas o que muitos deles, senão todos, não sabem é que essa pessoa já não existe...desapareceu, e garanto que estou a lutar com todas as minhas forças, forças que nem sabia que tinha, para "me encontrar" outra vez...mas, no fundo, eu sei que o que tinha, já não vou voltar a ter...

Mas não desisto! E se não consigo encontrar o que preciso de uma forma, então hei-de encontrar de outra.
Decidi juntar o útil ao agradável, e tomei uma decisão que sei que não será do agrado de muita gente...Daqui a um ano alisto-me ao exército. Até lá, serão treinos físicos e mais um ano de faculdade que ajude os meus pais a cooperar com esta minha decisão.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Friend Zone...estou fodida.

Há já um tempo que tenho vindo a conhecer um certo grupo de pessoas extraordinárias. Mas, tal como em todo o lado, é inevitável não estabelecer laços que vão para além de uma excepcional amizade. Deixei-me envolver com um homem. Um jovem extraordinário, e com quem não me arrependo de fazer o que quer que seja que tenhamos feito e/ou tido juntos. No entanto, não resultou e, graças a momentos de razão, chamados à atenção por aprendizagens relativas ao sexo oposto no que toca a algo-mais-do-que-amigos adquiridas algures durante o meu passado não muito longínquo, a "coisa" entre nós não deu certo, e afastamo-nos a tempo de não arruinar nada que valesse realmente a pena não arruinar.


Entretanto, ao longo de aquilo que me tem vindo a parecer uma eternidade de tão bom que tem sido, tenho-me vindo a tornar uma grande e pessoal amiga de um outro ainda mais extraordinário e excepcional jovem. Por alguma razão que me parece ser totalmente alheia, damo-nos perfeitamente, e entendemo-nos de uma forma única e estranhamente invulgar. Contudo, uma amizade deste tipo não pode permanecer (segundo as leis de um universo cruel e manhoso, mas sábio e, por vezes, generoso) apenas amizade. Algo mais tem de se insurgir entre eles. E eis senão quando surgem os amores não correpondidos. Não estou a dizer que é o meu caso, ainda. Mas tenho-me, definitivamente, vindo a aperceber de algo que não existia antes. Embora espere ser correpondida, parece-me ser mais um daqueles ínfames e infortunos casos que não costumam passar da porta, e onde há sempre alguém que sofre por estar presa num sítio de onde provavelmente nunca irá genuinamente sair. O tão aclamado clichÊ: a fodida da friend zone.

De qualquer das formas, é um risco que estou disposta a correr. Algo assim tão invulgarmente único e perfeito não se pode desperdiçar, principalmente quando não ocorrem com muita frequência na vida de alguém como eu.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Tão diferentes, mas tão iguais


Estou em luta comigo mesma. E tenho-me surpreendido bastante.
Eu sempre fui aquela pessoa incapaz de fazer algo contra a sua vontade, tal como a maioria das pessoas. No entanto, enquanto toda a gente à minha volta consegue engolir sapos e fazer algo que não lhes apetece, ou estar com alguém com quem, embora seja boa pessoa, não lhes apetece estar, apenas para agradar a essa pessoa, eu não o consigo fazer. E, ultimamente, essa minha característica tem vindo a tomar proporções gigantes e, inevitavelmente, conduzido a frutos extraordinariamente surpreendentes. O que eu outrora classificava como sendo um pequeno/grande defeito meu, classifico agora, ainda como defeito, mas um defeito não tão grande, e que me respondeu às "crises existenciais" que me atormentavam, até há bastante pouco tempo.
Esta minha peculiar característica confirmou-me aquilo de que eu andava desesperadamente a precisar de confirmação...eu estou rodeada de todo o tipo de pessoas. No entanto, as que conseguem genuinamente quebrar a minha barreira, o meu pessoal, são o tipo de pessoas que muita gente procura, e nunca encontra. Eu, felizmente, tenho a sorte de me ver rodeada de umas quantas excelentes almas. Genuínos. Amigos. Aqueles que ficam. Aqueles que têm a paciência para me aturar. Aqueles que me conhecem e sabem que eu não sou distraída por mal. Aqueles que sabem que eu não faria nada que os magoasse. Aqueles que, até quando eu ajo mal, voltam a tentar e não deitam algo extraordinário a perder. Aqueles que eu sei que vão ser meus para sempre.

Posso ser como sou mas, felizmente, sei que terei sempre pessoas incomparáveis e extraordinárias à minha volta.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

"Epifanias" divergentes

As pessoas têm, por norma, a tendência de misturar e confundir conceitos que não são, de todo, semelhantes.
Neste caso, vou-me direccionar para dois conceitos, bastante distintos: mudança e revelação.
Por que será que, sempre que alguém decide optar por outro caminho, outro estilo, outra modalidade, outro modo de estar, outro estilo de vida(...) tem necessariamente de ser considerado mudança, e não pode ser considerado uma revelação? Por que é que as pessoas têm logo a tendência de dizer "afastámo-nos porque ele/a mudou muito!". Isso é clichÊ. Sim, as pessoas mudam, no entanto, o motivo não é, na maioria das vezes, tão superficial como uma simples mudança; na maioria das vezes, uma mudança é o fruto de uma revelação pessoal. Vamos chamar as coisas pelos nomes, e não sejamos tão lineares. Há muita falsidade por aí, não haja dúvida, mas eu não estou a ver(e peço desculpa pelo ENORME clichÊ que é o de rotular, mas agora vai ter de ser) uma hippie a fazer-se passar por uma miúda do hardcore, só porque lhe apeteceu mudar! Sim, o que estou a dizer também pode entrar em conflito com o conceito de moda, mas não deixa de ser um facto: um determinado indivíduo não consegue ser, por muito que se esforce, algo que não é. Tudo o que vemos, revela uma personalidade, uma forma de estar, uma forma de vida(...).

(no caso de uma rapariga)Uma criança cresce...o ídolo passa do Pai, porque ele o realmente é, para toda a gente; para o tarzan, só porque é giro, fica bem de tanga e tem músculos para nos salvar; para o justin bieber, porque é fixe; para o dalai lama, porque tivemos uma epifania na aula de inglês, e descobrimos que somos budistas; para o papa, porque afinal não somos assim tão budistas; para alguém que realmente merece ser o nosso verdadeiro ídolo.


A criança cresce. Aprende. Melhora. Molda o caráter. Descobre quem realmente é, do que realmente gosta, e o que realmente quer fazer. Não chamem a isto mudança, quando é simplesmente a revelação de quem essa criança sempre foi.