segunda-feira, 28 de maio de 2012

fuma folha de bananeira, fuma...

Quem não fuma um pica de vez em quando? Sabe bem...desanuvia e faz, definitivamente, uma pessoa esquecer-se do que a apoquenta, pelo menos durante um bocado (por muito curto ou comprido que seja, não deixa de ser um bocado livre do que é mau).

No meio de misturas e jejuns, o estômago ruge por algo sólido que grite por outros tipos de verde, mas a vontade fala mais alto e decide ignorar as súplicas de algo que faz, efectivamente, sentido. Todos os fumos; vontades; hipocrisias; utopias; fomes e ciscunstâncias conduziram ao inevitável..lama por todo o chão (que eu sabia bem ser de pedra) adornada de desenhos sem o mínimo sentido. Apenas uma, entre as muitas realidades em que vivi por uma tarde. O real, deixa de o ser. Deixo de sentir presenças e passo a sentir apenas espectros a chamar por mim...a tocar-me sem eu sentir. Num momento de razão, vôo de onde estava sentada e peço ajuda a quem confio e acho estar ali...até que caio de novo num mundo que não era o meu, até ao momento em que sinto dedos entrelaçados nos meus a apertar-me aquilo que achava ser a minha mão com força...ou seria eu quem apertava? Não sei. Nada garanto, pois de muito pouco me lembro. Mas aquela sensação nunca a esqueci e nunca a vou esquecer, pois testemunha um erro que não voltarei a cometer.


Fumar uma ganza de vez em quando não mata. O que mata é não prestar atenção ao que o corpo nos pede, e tomar decisões que sabemos não serem as mais correctas, sem conhecer os nossos próprios limites.

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