Estranha sensação esta..o cansaço de quem já tanto amou. O cansaço de quem já tanto sofreu pela espera de algo cuja presença é marcada pela incerteza e um simples futuro inconstante. Amarga dúvida, sempre presente. Tu, que já me foste tanto..só tu. És o meu grande amor, aquele que escapou. Mas tanto me fizeste ((in)conscientemente) sofrer, que algo em mim esvaziou, mudou. Conheci pessoas enquanto tu te "divertias" com aquela que eu mais invejava. Tentei dizer "Basta" quando não conseguia, e agora, depois de tudo, tudo o que eu pedi resumiu-se a este exacto momento...agora és tu quem me amas, e eu quem já não tem a certeza de um certo conteúdo que me fugiu da mão sem eu ter dado conta.
Agora, tudo o que resta é a dúvida de algo que já foi tão forte que era impossível descrever. Até que te vejo...e aí, nunca nada foi tão lúcido. Tudo o que senti, volto a sentir novamente e o mue coração, por momentos, sossega.
É nesse instante que Ele entra. Ele entra e abala tudo. Tudo o que estava a voltar ao que era, desaba de novo, e tudo se transforma num ciclo vicioso.
Se tivessem de escolher entre o Homem perfeito e a Mulher perfeita; entre o seguro e o risco; entre o "socialmente aceite" e o "anormal"; entre o novo e o velho; entre a incerteza de algo mais e a certeza do vosso grande amor....qual escolheriam?
Um clichê é uma expressão idiomática que, de tão utilizada e repetida, desgastou-se e perdeu o sentido ou se tornou algo que gera uma má reacção em vez de dar o efeito esperado(Ex: a união faz a força). Também pode significar uma ideia relativa a algo que se repete com tanta frequência que já se tornou previsível e repetitiva, dentro daquele contexto(Ex: o mordomo é o culpado do assassinato do patrão, o mocinho fica com a mocinha, etc).
quinta-feira, 31 de maio de 2012
segunda-feira, 28 de maio de 2012
fuma folha de bananeira, fuma...
Quem não fuma um pica de vez em quando? Sabe bem...desanuvia e faz, definitivamente, uma pessoa esquecer-se do que a apoquenta, pelo menos durante um bocado (por muito curto ou comprido que seja, não deixa de ser um bocado livre do que é mau).
No meio de misturas e jejuns, o estômago ruge por algo sólido que grite por outros tipos de verde, mas a vontade fala mais alto e decide ignorar as súplicas de algo que faz, efectivamente, sentido. Todos os fumos; vontades; hipocrisias; utopias; fomes e ciscunstâncias conduziram ao inevitável..lama por todo o chão (que eu sabia bem ser de pedra) adornada de desenhos sem o mínimo sentido. Apenas uma, entre as muitas realidades em que vivi por uma tarde. O real, deixa de o ser. Deixo de sentir presenças e passo a sentir apenas espectros a chamar por mim...a tocar-me sem eu sentir. Num momento de razão, vôo de onde estava sentada e peço ajuda a quem confio e acho estar ali...até que caio de novo num mundo que não era o meu, até ao momento em que sinto dedos entrelaçados nos meus a apertar-me aquilo que achava ser a minha mão com força...ou seria eu quem apertava? Não sei. Nada garanto, pois de muito pouco me lembro. Mas aquela sensação nunca a esqueci e nunca a vou esquecer, pois testemunha um erro que não voltarei a cometer.
No meio de misturas e jejuns, o estômago ruge por algo sólido que grite por outros tipos de verde, mas a vontade fala mais alto e decide ignorar as súplicas de algo que faz, efectivamente, sentido. Todos os fumos; vontades; hipocrisias; utopias; fomes e ciscunstâncias conduziram ao inevitável..lama por todo o chão (que eu sabia bem ser de pedra) adornada de desenhos sem o mínimo sentido. Apenas uma, entre as muitas realidades em que vivi por uma tarde. O real, deixa de o ser. Deixo de sentir presenças e passo a sentir apenas espectros a chamar por mim...a tocar-me sem eu sentir. Num momento de razão, vôo de onde estava sentada e peço ajuda a quem confio e acho estar ali...até que caio de novo num mundo que não era o meu, até ao momento em que sinto dedos entrelaçados nos meus a apertar-me aquilo que achava ser a minha mão com força...ou seria eu quem apertava? Não sei. Nada garanto, pois de muito pouco me lembro. Mas aquela sensação nunca a esqueci e nunca a vou esquecer, pois testemunha um erro que não voltarei a cometer.
Fumar uma ganza de vez em quando não mata. O que mata é não prestar atenção ao que o corpo nos pede, e tomar decisões que sabemos não serem as mais correctas, sem conhecer os nossos próprios limites.
domingo, 13 de maio de 2012
Trauma pós-guerra
Alguma vez se sentiram vazios; apáticos por tempo demasiadamente indefinido?
Pois é assim que me sinto há já bastante tempo...desde que Eu&Ela deixámos de ser Eu&Ela.
Se nunca se sentiram assim, então não sabem do que falo, e a única coisa que vos posso dizer é: ainda bem para vocês...quem me dera a mim poder afirmar o mesmo. Em contrapartida, a única coisa que posso dizer é que nada sinto...para alguns isso pode ser bom, pois não existem medos, receios, obstáculos ao desconhecido! E não haja dúvida, isso é realmente verdade. No entanto, dava tudo para poder sentir outra vez..qualquer coisa! Não me interessa o quê! Quando ela se foi embora, levou qualquer coisa que era mais dela do que meu, com ela...quem eu era, já não sou. Apenas me agarro a uma fútil superfície, qualquer coisa que garanta aos meus amigos e familiares que sobrevivi e não desisti. Mas o que muitos deles, senão todos, não sabem é que essa pessoa já não existe...desapareceu, e garanto que estou a lutar com todas as minhas forças, forças que nem sabia que tinha, para "me encontrar" outra vez...mas, no fundo, eu sei que o que tinha, já não vou voltar a ter...
Mas não desisto! E se não consigo encontrar o que preciso de uma forma, então hei-de encontrar de outra.
Decidi juntar o útil ao agradável, e tomei uma decisão que sei que não será do agrado de muita gente...Daqui a um ano alisto-me ao exército. Até lá, serão treinos físicos e mais um ano de faculdade que ajude os meus pais a cooperar com esta minha decisão.
Pois é assim que me sinto há já bastante tempo...desde que Eu&Ela deixámos de ser Eu&Ela.
Se nunca se sentiram assim, então não sabem do que falo, e a única coisa que vos posso dizer é: ainda bem para vocês...quem me dera a mim poder afirmar o mesmo. Em contrapartida, a única coisa que posso dizer é que nada sinto...para alguns isso pode ser bom, pois não existem medos, receios, obstáculos ao desconhecido! E não haja dúvida, isso é realmente verdade. No entanto, dava tudo para poder sentir outra vez..qualquer coisa! Não me interessa o quê! Quando ela se foi embora, levou qualquer coisa que era mais dela do que meu, com ela...quem eu era, já não sou. Apenas me agarro a uma fútil superfície, qualquer coisa que garanta aos meus amigos e familiares que sobrevivi e não desisti. Mas o que muitos deles, senão todos, não sabem é que essa pessoa já não existe...desapareceu, e garanto que estou a lutar com todas as minhas forças, forças que nem sabia que tinha, para "me encontrar" outra vez...mas, no fundo, eu sei que o que tinha, já não vou voltar a ter...
Mas não desisto! E se não consigo encontrar o que preciso de uma forma, então hei-de encontrar de outra.
Decidi juntar o útil ao agradável, e tomei uma decisão que sei que não será do agrado de muita gente...Daqui a um ano alisto-me ao exército. Até lá, serão treinos físicos e mais um ano de faculdade que ajude os meus pais a cooperar com esta minha decisão.
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