Hoje vi um filme. Um filme sobre a negação de um presente quase como que autista, digamos assim. Capaz de ser dos melhores filmes que já vi. Reforça a riqueza de uma cultura fantástica e, talvez, até surrealista. É pessoal quando afirmo muitas vezes sonhar com um retorno a uma era à qual não pertenço. Talvez já tenha pertencido, e é capaz de ser a melhor hipótese mas, verdade incontestável e irrefutável é a da minha existência se resumir apenas a uma parte deste século. Não me digo "não grata" pelo que já vivi e ainda me espera viver, mas é um facto: ninguém está contente com o que tem. Todo o indivíduo desejaria viver um presente que não é o dele. Toda o indivíduo gostaria de conhecer quem já viveu.
Não é de facto impossível retornar a essa era. A essa era à qual, pessoalmente, tanto gostaríamos de pertencer. Eu sempre fui fã dos anos 50/60, da época Renascentista, entre outras, mas maioritariamente destas. Serei EU capaz de regredir(chamemos-lhe assim...), e ganhar outro tipo de cultura, conhecer outro tipo de pessoas,...Desde os enormes Bobby Darin, Elvis Presley, Jackie Wilson, Andy Warhol, entre muitos muitos outros, aos gigantescos Michelangelo, Lutero, Donatello, Da Vinci, Luca Pacioli, etc etc etc?! A essa questão cabe-me apenas a mim, como ser individual e com personalidade própria, responder: Não, eu não seria capaz de regredir a nenhuma dessas alturas. Isto porque, embora seja dotada de uma capacidade de me "alienigenar" da realidade em que me encontro frequentemente, não possuo tal dom esse, o tal de ser capaz de me ausentar totalmente de uma realidade à qual preferia não pertencer, e partir para uma outra dimensão, tornando-a, assim, real aos meus olhos. Chamar-me-iam maluca se eu assim o fizesse e cometesse o (estandardizado por uma sociendade vil, inoportuna e infeliz) erro de o contar a quem quer que fosse! A menos que fosse escritora/pintora ou qualquer outro tipo de artista...aí seria apenas considerada génio, vai-se lá saber porquê.
A imaginação não tem limites. Apenas nós os temos. Eu sou uma delas, e, de certa maneira, invejo quem não os tem.
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